27/05/2013

Saúde bucal e deficiência de desenvolvimento

Ao prestar assistência odontológica às pessoas com deficiências de desenvolvimento, o dentista deve comunicar-se de maneira efetiva tanto com os pacientes como com as pessoas que cuidam deles.

Cerca de 52 milhões de americanos sofrem de algum tipo de deficiência de desenvolvimento, como autismo, paralisia cerebral, retardamento mental, lesão medular, deficiência visual e auditiva, distrofia muscular, depressão e convulsões. Há também 25 milhões de americanos com deficiência grave. A maioria destes indivíduos recebe tratamento odontológico em hospitais, estabelecimentos públicos e lares para idosos, mas, no mercado de hoje, podem também procurar a ajuda de cirurgiões dentistas particulares.

Ao prestar assistência odontológica às pessoas com deficiências de desenvolvimento, o dentista deve comunicar-se de maneira efetiva tanto com os pacientes como com as pessoas que cuidam deles. Deve também estar ciente das limitações causadas pela doença, saber como tratar esses pacientes e procurar tornar o tratamento uma experiência positiva para eles.

A legislação define como deficiente a:
-   pessoaportadora de deficiência física ou mental que limita uma ou mais atividades fundamentais.
-   pessoa com histórico de deficiência.
-   pessoa considerada como portadora de deficiência.
 
Essas deficiências são causadas por problemas ocorridos durante os estágios de desenvolvimento, que vão desde o nascimento aos 18 anos. Esses problemas podem ocorrer antes, durante ou após o nascimento e podem compreender anomalias cromossômicas, paralisia cerebral, autismo e epilepsia. As deficiências adquiridas provêm de problemas ocorridos após os estágios de desenvolvimento, como, por exemplo, traumatismo craniano, lesão espinhal, esclerose múltipla e artrite.
 
O consultório 
É importante compreender as implicações da deficiência e, em seguida, discuti-la com o dentista com o objetivo de identificar o que precisa ser feito desde a chegada do paciente ao consultório. Deve-se avaliar o tratamento para saber se trata-se de uma consulta para exame clínico, profilaxia, restaurações ou extração e se o procedimento pode ser feito no consultório ou terá que ser feito em hospital.
 
Os procedimentos devem ser discutidos com o paciente, bem como com a pessoa que cuida dele, para instruí-los sobre as formas corretas de, em casa, limpar e remover a placa bacteriana e resíduos alimentares. Os dentes devem ser escovados duas vezes ao dia, com um creme dental com flúor que contenha ingrediente antibacteriano. A limpeza interdental deve ser feita pelo menos uma vez por dia para manter a placa bacteriana sob controle e evitar a gengivite. Dependendo da necessidade do paciente, pode-se recomendar um enxaguante bucal com flúor para reduzir a placa bacteriana e a gengivite, assim como a cárie. Após a consulta, a pessoa responsável pelo paciente deve discutir essas informações com o dentista e sua equipe.

 

Fonte: Terra